Mind Hunter @ 22:49

Qui, 07/08/08

- Só a morte te pode apagar da minha mente.

- Como podes saber isso? Já morreste?

- Não. Mas é a única coisa que não experimentei para te tirar da cabeça.

- E do coração?

- Quando julgo que não estás lá, e esta é uma das vezes, estás no meu pensamento na mesma. Tudo me recorda de ti, nem que seja só uma recordação simples e sem sentimento. Todos são iguais a ti, ou diferentes, mas têm sempre de ser comparados á tua pessoa.

- Não tenho a culpa.

- O que se passou entre nós? Nunca compreendi. Parecia ser tão completo...era tudo na vida de cada um de nós, e um dia acordei e já lá não estava nada.

- Não era minha intenção. Os sentimentos mudam.

- Alguma vez sentiste alguma coisa por mim? Aquele olhar que nunca esqueci foi real? Não fui eu que imaginei, que o criei daquela forma?

- Acho que senti.

- Dizias que nunca tinhas sentido algo assim por ninguém, mas acabou tão depressa. Como podes não ter a certeza de uma coisa que dizias ser tudo para ti?

- Tudo mudou.

- Nada muda os sentimentos. Não consigo perceber.

- Acabaste por ser substituida.

- Não se substitui ninguém. Esta é a verdade. Os lugares que as pessoas ocupam na nossa vida, mesmo que sejam perdidos serão para sempre recordados. Não se fica indiferente a alguém que esteve presente na nossa vida de forma tão poderosa. O que pensas tu agora de mim? Odeias-me sem motivo? Amas-me tendo outra a teu lado?

Podem achar isto a coisa mais parva do século...mas gostava de obter uma resposta a todas estas perguntas, principalmente ás últimas.

P.S- As respostas foram baseadas em frases reais da pessoa em questão.



Espécie de diário de 3 - Kátia, Filipa, Olga - adolescentes. Linguagem por vezes ordinária, muy drama, tiradas poéticas, desabafos, parvoíces, ilusões, queixas da vida, análises cuidadosas e centralizadas sobre factos da vida (ahahah), ou outra treta qualquer que nos apeteça postar / partilhar com o resto do mundo.

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