Sami Sami @ 22:11

Sex, 05/09/08

O dia começou com a Filipa na cama até ao meio-dia enquanto a Cátia lia alegremente um livro e sussurrava ao telefone depois de toda a gente ter acordado - embora ela não soubesse disso, por alguma razão desconhecida não reparara.
Depois foram almoçar um delicioso frango aquecido no micro-ondas - que por sorte não derreteu (os frangos derretem?) ao contrário da pizza que a Filipa fez questão de deixar explodir (derreter!) no dia anterior, ah claro, enquanto viam atentamente a repetição de Naruto na Sic Radical. Seguidamente, espetaram tudo para dentro da maravilhosa bolsa cor-de-laranja da Filipa, e foram para a paragem, enfrentando muitos obstáculos como cães raivosos e um vento ameaçador, e como se não bastasse apareceu um homossexual ferido emocionalmente que descarregou a sua raiva nos caixotes de cartão perto do lixo; Quando o autobus (conhecido por outras pessoas que não a Filipa como autocarro ou camioneta) chegou passaram o tempo inteiro à espera que o motorista contasse as moedas pequenas de 5 e 2 cêntimos com as quais haviam pago a viagem até ao Campo Grande.
Como era de esperar, o stress afectou-as e acabaram-se por perder, o sentido da orientação de Filipa melhorou muito estes últimos meses - not. Mas depois de muita procura acharam o espectacular, soberbo, maravilhoso cubo gigante centro comercial El corte Inglês (que afinal é espanhol) e agradeceram a todos os santos por não terem de caminhar mais, depois graças ao excelente sentido de orientação de Filipa perderam-se no centro comercial e depois de se encontrarem no ultimo andar descobriram que os Cinema se encontrava no extremo oposto, voltaram a descer tudo de novo. Não chegaram sequer a lanchar porque sessão começava em 2 minutos, foram ver Mamma Mia, contando com um intervalo - que nunca chegou - para comer qualquer coisa.

Passando ao que interessa! Bagdad contra-ataca no metro da linha amarela!

Depois da sessão de cinema já referida, depararam-se com um bruto temporal ao saírem do centro (note-se que as nossas heroínas não se encontravam vestidas a rigor para tal situação. Uma estava com calças que se arrastavam no chão e outra de chinelos). Felizmente, conseguiram chegar ao metro sem problemas de maior, excluindo um idiota de motocicleta que quase as atropelou. Quando tudo parecia estar a correr melhor, eis que Cátia se depara com uma personagem interessante ao pé delas na estação do metro: um homem muito moreno, um pouco anafado, de túnica branca, careca de barba cinzenta e com gorro (posteriormente apelidado carinhosamente de Bagdad por Filipa).
Ok, pensou Cátia para consigo, não há crise, não sejas preconceituosa, toda a gente tem direito a andar de metro, só porque é árabe, não significa que seja terrorista.
Tal pensamento não durou muito tempo, pois ela rapidamente reparou num objecto estranho que o árabe clicava repetidamente, estranhamento parecido com um daqueles activadores de bombas assassinas que se vêem nos filmes. (!)
Para melhorar, acabaram as duas por se sentarem à frente do Bagdad, que estava ao lado de um individuo que o olhava de relance com ar nervoso, o que é compreensível.
Realcemos que Filipa só reparara neste curioso personagem perto da sua estação de saída, precisamente quando ele virara o objecto e repararam que exibia uma espécie de cronómetro preto com contagem crescente à medida que o homem carregava no botãozinho, e que se encontrava actualmente no número 88????? (só para ficar claro, não era a porcaria de um relógio).
Após tal visão, Filipa ficou visivelmente incomodada e arrastou Cátia para a porta de saída e piraram-se as duas dali mais depressa que o Speedy Gonzalez.
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Fiquem descansados, mal chegámos a casa ligámos a TV e não havia nenhuma noticia de qualquer atentado. Contudo o Bagdad podia estar só a testar a segurança do metro, ou qualquer coisa do género, para explodir de facto uma bomba no dia 11.
O que desejamos agora saber é: devemos reportar o acontecimento do Metro a alguém qualificado ou simplesmente ignorar o sucedido??

ass. Cátia a.k.a Violeta e Filipa a.k.a Orange-Walker


Espécie de diário de 3 - Kátia, Filipa, Olga - adolescentes. Linguagem por vezes ordinária, muy drama, tiradas poéticas, desabafos, parvoíces, ilusões, queixas da vida, análises cuidadosas e centralizadas sobre factos da vida (ahahah), ou outra treta qualquer que nos apeteça postar / partilhar com o resto do mundo.

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