Sami Sami @ 15:29

Qui, 30/04/09

Puxo da chave de dentro da confusão de batons, cigarros e perfumes da minha mala, abro a porta. Já sei, eu sei, mais uma vez vou levar por tabela por algo que não fiz. Bom dia, ou será boa tarde? A julgar pelo tempo talvez seja má tarde. Fecho-me no quarto, ouço barulho, encosto-me a um canto e espero que passe, não, hoje não, por favor.

Abro a janela e tento apanhar com o olhar cada gota que cai, impossivel, parecem todas iguais, todas da mesma cor, com o mesmo tamanho, porquê? Podiam existir umas amarelas e vermelhas, verdes e douradas, de diferentes tamanhos e formas, já pensaram numa chuva de gotas de estrelas? Seria interessante.

Olho pelo quarto, uma taça de cereais com 5 dias, cereais? devia dizer papa de cereais, um copo de água que nunca bebi, nem beberei, bolachas maria, livros e roupa espalhada pelo chão, não quero arrumar, por mais que arrume as coisas voltam ao mesmo sitio.

Não vale a pena bateres a porta, podes tentar derruba-la, não vou abrir, se a abrires será a ultima vez que me verás, nunca mais voltarei aqui, nunca mais terei que me trancar no quarto, esperar num canto que as loucuras te passem, esperar que mudes, esperar que algo ou alguem te meta num hospício. Puxo do cigarro e fumo, fumo até me esquecer que estou ali, que tu também estás, que tu já não és tu e eu já não sou a mesma.

 

Este fim de semana terminei o livro "A mulher em branco" de Rodrigo Guedes de carvalho. Acho que a forma de escrever dele contagiou-me



innes @ 16:08

Dom, 03/05/09

 

eu gosto da forma de escrever :)

Espécie de diário de 3 - Kátia, Filipa, Olga - adolescentes. Linguagem por vezes ordinária, muy drama, tiradas poéticas, desabafos, parvoíces, ilusões, queixas da vida, análises cuidadosas e centralizadas sobre factos da vida (ahahah), ou outra treta qualquer que nos apeteça postar / partilhar com o resto do mundo.

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