cinnabar @ 16:25

Ter, 14/10/08

Pondo a política norte-americana a um canto neste momento, vou falar agora sobre a política portuguesa, mais exactamente sobre a educação. Exacto, o novo estatuto do aluno e o infame regime de faltas .*aponta para título*
 

Muito basicamente, é isto:


1º - De 5 dias possíveis para a justificação de faltas, passou para 3. Muitos alunos apenas se encontram com o seu director de turma uma vez por semana, o que torna o cumprimento do prazo extremamente difícil

2º - E isto é que é mais engraçado: tratamento praticamente igual dado às faltas justificadas e injustificadas. O aluno, quando atinge um certo número de faltas ( injustificadas, - dobro do nº de tempos lectivos semanais, por disciplina; injustificadas e justificadas – triplo do nº idem idem aspas aspas), deve realizar uma suposta prova de recuperação.

Sendo honesta, por uma lado eu acho bem. Existem alunos que, apesar de não terem grande comparência nas aulas, conseguem ter um bom aproveitamento – apesar disso, mesmo que o aluno conseguisse tirar boas notas e compreendesse a matéria, seria automaticamente chumbado. Claro que se for um aluno simplesmente “baldas”, está-se a lixar para se passa ou não; mas, por exemplo, para alguém que tenha que trabalhar, tenha problemas pessoais ou assim, tem uma oportunidade de mostrar que está absolutamente a par. Por outro lado, pode promover mais a leviandade.

Agora vem O problema. Quem tenha de faltar por motivos de saúde, mesmo que com justificação médica, tem de fazer à mesma a prova para todas as disciplinas em que as faltas se acumularam. O mau resultado da prova leva ao chumbo

Será concebível que um jovem doente se consiga manter a par de toda a matéria dada na sua ausência?
Ou, até, que ‘apenas’ tenha um familiar com graves problemas de saúde? Entre família e estudos, a qual acham que o estudante dará prioridade?

E, mesmo que chumbe, o aluno é obrigado a continuar a frequentar a escola – como é que um aluno se poderá sentir motivado com isto??

Nunca fiz greve, mas parece-me que a situação requer que marquemos uma posição. Vamos lá é a ver como é amanhã...
 


sinto-me: um bocado para o revoltada
a ouvir: if it makes you happy

katharynis @ 21:12

Qua, 15/10/08

 

Uma pessoa adoece, falta durante 1 semana ou assim, e, por ter faltado por estar em casa ou no hospital a recuperar, tem que meter-se a marrar tudo o que os colegas deram durante a semana.


jonasnuts @ 12:28

Qui, 16/10/08

 

Bom dia,

O "Ouvi Dizer" está em destaque na homepage dos Blogs (http://blogs.sapo.pt), e na área de comunidade da Homepage do SAPO (http://www.sapo.pt).

Parabéns, e continuação de bom blog.

leaozinho @ 14:51

Qui, 16/10/08

 

Bom, da sua interpretação da lei e suas consequências eu retiro duas grandes conclusões:
1º - Aos alunos baldas não deveria ser dada a oportunidade de realizar a prova de recuperação porque se não o fossem, baldas, nunca precisariam de a fazer. Até porque um aluno destes vai implicar a realização de várias provas do género o que esgotará o professor afastando do objectivo principal que é preparar as suas aulas para que conseguir que o maior nº de alunos "não baldas" tenha aproveitamento.
2º - Aos alunos que tenham a infelicidade de ter um problema de saúde que os impeça de frequentar as aulas durante algum tempo deve o professor facultar a referida prova mas a mesma não deve ter carácter eliminatório, uma vez que este aluno deverá ter durante o restante tempo de aulas oportunidade de recuperar e terminar com aproveitamento.
Ou seja, estava tudo tão bem como estava...até que surgiu este governo com a mania das estatísticas para inglês ver.


Jo @ 15:09

Qui, 16/10/08

 

Ola.. Relativamente ao ponto 2 ...

um jovem quando volta as aulas ja esta recuperado. A prova de recuperaçao so vai servir para o ajudar a preparar-se para um futuro exame... Além disso, muita mas muita gente falta e leva atestado medico... Muitos miudos, faltam as aulas 2 ou 3 semanas e por alguma razao conseguem o atestado sem estarem doentes... Por isso, acho muito bem que sejam mais rigorosos... Os adultos também nao trabalham todos os dias?? Se os miudos se acham tao adultos, tem que aprender que a escola é de 2a a 6a, e nao de 2a a 4a e depois a sexta... Justificadas ou injustificadas as faltas nao podem ser dadas "a torto e a direito" e os testes de recuperaçao acho


Ricardo S. @ 16:13

Qui, 16/10/08

 

Sou aluno do ensino nocturno, de á três anos para cá tenho vindo a lutar pelos direitos dos alunos e pela hipocrisia que existe na relação professore-aluno .

No inicio das funções deste governo, escrevi três cartas a falar sobre aquilo que se passava dentro dos estabelecimentos de ensino públicos, ninguém faz ideia, existe um abuso de poder da parte dos professores, problemas esses já resolvidos pela actual Ministra da Educação (o pesadelo de qualquer professor do ensino público).

Todos nós já dissemos esta frase, "o professor tem a faca e o queijo na mão", mas nunca ninguém se questionou porquê, senão eu acreditaria que tivessem tomado uma medida como eu tomei, ao escrever as tais cartas.

Eles queixam-se que trabalham muito, o desgaste psicológico é muito, nunca ninguém viu as professoras primárias a queixarem-se disso, e não comparemos o esforço psicológico de umas e de outras. Pessoas com o mesmo grau académico que os professorinhos " e que trabalham cerca de 8 a 10 horas por dia. Estes senhores é que têm reformas escandalosas, têm salários escandalosos, porque não está compatível a carga horária.

É por estes motivos que os jovens estudantes têm que se preocupar, porque nunca se viu uma greve dos professores que fosse para melhor o ensino em Portugal , que fosse a defender os alunos... nada disso.


Cristina @ 15:36

Sex, 17/10/08

 

Como prupunhas então que se realizasse a avaliação de "Quem tenha de faltar por motivos de saúde, mesmo que com justificação médica" ou "que ‘apenas’ tenha um familiar com graves problemas de saúde"?

Espécie de diário de 3 - Kátia, Filipa, Olga - adolescentes. Linguagem por vezes ordinária, muy drama, tiradas poéticas, desabafos, parvoíces, ilusões, queixas da vida, análises cuidadosas e centralizadas sobre factos da vida (ahahah), ou outra treta qualquer que nos apeteça postar / partilhar com o resto do mundo.

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