Mind Hunter @ 01:21

Qui, 27/08/09

As pessoas não foram feitas para lidar com o medo, só para o sentir. Senti-lo todos sentimos, como agimos perante ele já é com cada um de nós.

Sou de extremos, ou enfrento-o como se fosse a pessoa mais confiante e corajosa deste universo, ou começo a viver com o objectivo de fugir do que me assusta.

Neste momento só quero fugir, não consigo pensar que tenho de enfrentar aquilo que mais temo nesta altura da minha vida. E fugir daquilo para que corri no passado está-se a revelar mais complicado do que alguma vez pensei.

Defendia fortemente a ideia de que há coisas que nunca mudam, começo a crer que não, que tudo muda. É isto que mais me atormenta, pois sei que o que tive tanto tempo por garantido não o é mais, já foi em tempos, mas não pode ser mais. Tudo tem um limite, e por isso as minhas certezas foram substituídas por medos e tristeza.

A realidade é que não resta mais nada senão continuar a fugir. Certas coisas não devem ser enfrentadas, não devem ser remexidas. O risco de modificar algo, de destruir a beleza existente mesmo no que á primeira vista é horrível, é demasiado elevado. A beleza está presente em tudo, consequentemento o risco de a destruir também. O segredo está em ver quando este perigo é demasiado elevado, e assim, fugir da tentação de procurar coragem necessária para enfrentar tudo. Tudo fica igual, e pode ser que um dia o positivo, o belo, decida voltar a reinar.

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«Seria alegre termos sido capazes de nos despedirmos bem, ao menos uma vez. A todos os outros foi-nos tão fácil dizer adeus. Nós éramos danados, especialistas nos reencontros e no «vamos mas é continuar juntos». Pensava que merecias melhor que eu, que te ias fartar de mim, que me ias descobrir. E afinal a única coisa que eu tinha para descobrires, à parte o meu grande amor, era a minha queda para a cobardia, e para ti. Tudo o que se perde devagar é mais triste por causa disso. Mas eu não queria perder-te mais depressa por causa disso. Todo o mal que tenho feito e que metem acontecido, vem-me do amor que me tiraste. O que custa mais não é tanto lembrar — é não esquecer. O que é que se faz com o que nos fica na cabeça, quando já não há nada para fazer? Guardarei os teus restos num caixote da minha cabeça. Serei quem se lembra de quem tu eras e em nada me impedirá o facto de eu não fazer ideia do que isso seja. Serei o teu lembrador, quem te lembra, quem te aproxima de quem eras. Não falarei com ninguém, mas ai de quem vier falar comigo. Hei-de chatear toda a gente com a tua pessoa. Ai, as histórias que vou contar, nunca mais acabarão, serão feitas só de coisas simples, como cafés e cinemas, nada de íntimo ou de interessante, só banalidades, daquelas que dão cabo de mim, que não consigo esquecer por mais uma — meu Deus, como vou chorar! Ninguém se poderá ir embora. Vai ser uma tortura. É bem feito, para não se meterem com quem não foi feito para viver. Devolve-me a minha vida e o meu tempo. Diz qualquer coisa a este coração palerma que não sabe nada de nada, que julga que andas aqui perto e chama sem parar por ti.»

 

Pequenos excertos de “O Amor é Fodido”, Miguel Esteves Cardoso

 

 




cinnabar @ 16:06

Sab, 25/07/09

Aos anos que estou com este bichinho da esgrima, mas como tenho esta dificuldade em socializar e tal, nunca cheguei a experimentar. No entanto, a cada dia que passa fico com mais vontade e até fui ver a alguns ginásios se tinham esta modalidade mas nada...

Não há por aí alguém que saiba onde nos podemos iniciar neste desporto, em zonas de Lisboa e da margem sul? =s

 

 

 




Mind Hunter @ 20:48

Sex, 03/07/09

Pior que fazer opções, é não ter outra opção.

É complicado estar indeciso entre dois caminhos distintos, mas não há nada tão doloroso como concluir ''Não tenho outra opção''. Por vezes facilita, mas quando pode ser algo capaz de determinar o rumo de coisas fundamentais para a nossa felicidade, .muda tudo

Há sempre aquele ''E se?'', e quando envolve outras pessoas, a angústia atinge-nos e surje até aquele pequeno sentimento de culpa.

E quando a opção que temos obrigatoriamente de seguir implica abandonar muita coisa, muitas pessoas, tudo aquilo que temos como certo na vida, tudo se torna mais dificil.

Mais complicado disto tudo é pensar que por não termos outra saída, impossibilitamos o que desejámos durante muito tempo de se tornar realidade, e que quando tivemos a oportunidade do alcançar desperdiçámo-la. E simplesmente, quando temos outra vez a chance de lutarmos pelo que ambicionamos, e quando parece mais próximo do que nunca de se tornar realidade, temos de deixar tudo para trás.

A vida pode ser tudo, mas justa? Não vejo como.

 

 

"You are birth and you are waste
You are the one who took my place
You took a jump into forever
A leap of faith I could not take

And it was
A leap of faith I could not take
A promise that I could not make

 

You were alone before we met
No more forlorn than one could get
How could we know we had found treasure?
How sinister and how correct"

 

 




Sami Sami @ 21:16

Dom, 28/06/09

Sabem quando chegam a um ponto..

Ao ponto em que pensamos no que realmente nos rodeia, serão conhecidos?, amigos? Quem sabe oportunistas ou sociais, e pensam: no que é que eles realmente pretendem de vocês;

E observam.. observam de todos os ângulos possiveis, e percebem, finalmente abrem os olhos á muito tempo fechados e percebem que a morena ao vosso lado direito é carente e apenas quer ter o máximo de pessoas a sua volta, não interessa se és tu ou é o miudo de cabelos encaracolados do outro lado do pátio que olha atentamente o seu livro de quimica, desde que esteja rodeada de seres tocáveis tudo está como devia ser; vêem também a forma estranha como a loira do vosso lado esquerdo fala, como se nos espezinhasse a cada palavra dita; reparam também que o rapaz de cabelo espetado com um cigarro entre os dedos apenas está ali porque nada mais tem para fazer, ainda é cedo e o seu gang a esta hora ainda está no seu 3º sono. Percebem também que todas as pessoas que pensaram ser verdadeiramente aquilo que se pode chamar "amigo" não o são assim tanto, quando precisares elas estarão a olhar para o outro lado a procura de outra pessoa que satisfaza os seus caprichos, mas quando elas precisarem virão ter contigo, porque sabem que tu ouves, não olhas para o outro lado da rua fingindo examinar minunciosamente as pedras da calçada.

E então percebem que os amigos verdadeiros se contam pelos dedos, e uma mão basta para isso.


a ouvir: Somebody Told me - The killers

Espécie de diário de 3 - Kátia, Filipa, Olga - adolescentes. Linguagem por vezes ordinária, muy drama, tiradas poéticas, desabafos, parvoíces, ilusões, queixas da vida, análises cuidadosas e centralizadas sobre factos da vida (ahahah), ou outra treta qualquer que nos apeteça postar / partilhar com o resto do mundo.

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